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Maternidade

Ser Mãe.

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Podemos ler muito sobre o tema, sobre o papel, sobre a experiência, sobre o momento, sobre todos os momentos.
Do antes, do após e dos anos seguintes. Podemos criar ideias, ilusões, expectativas, sonhos, realidades. E faz tudo sentido, porque temos esse direito, porque somos humanos, porque podemos criar as nossas próprias ideias e construções de vida.
Mas depois chega o dia. Depois chega o momento. E no meu caso, a agenda foi driblada pela realidade. Como assim?
Imaginem que a cesariana (porque já estava com 41 semanas) estava marcada para o dia em que o Caetano nasceu, mas de parto normal, exactamente à mesma hora em que o meu bébe decidiu vir ao Mundo. Incrível não é?

E mais incrível e especial e partilho convosco, é que eu sabia que assim seria. Que falei muito com o meu filho nos dias que antecederam ao seu parto, para que chegasse em parto normal, como ambos desejávamos.

Uma conexão que realmente não se explica.
A vida é de facto um mar de ondulações certas.

E quando tudo aconteceu, o nascimento do Caetano no dia 22 de Setembro de 2016, eu escrevi no meu instagram um texto (que me foi muito difícil de escrever, porque são muitas emoções, estás a falar do nascimento do teu filho e as palavras ficam sempre longe do que sentes), e eu comecei por dizer: “Existe um antes e um depois”…

Acho que até hoje, não poderia ter escrito outra coisa. Não mudava nada.
Porque tudo mudou. Eu já não sou só eu. Eu somos nós.
E porque continuo a sentir o mesmo, todos os dias. E para sempre.

Todos os dias quero ser melhor Mãe, todos os dias quero estar ainda mais presente, apesar de acompanhar tudo. Todos os dias leio, pesquiso, faço perguntas sobre este ou aquele tema, porque os nossos filhos crescem a cada segundo e queremos estar à altura de todos os desafios.
Onde está o manual?! Não estudei isto na faculdade, não existe nenhum mestrado a não ser o da própria vida. Aquele em que fazes bem, fazes menos bem. Agora dizes, sim, mas devias ter dito não…
Gerir os tempos, equilibrar a balança entre o trabalho e a vida familiar, entre os horários, as rotinas fundamentais e as brincadeiras…
Mas que papel mais importante pode existir? Este é o mais importante para mim.
Amo o meu trabalho e aquilo que faço, e entrego-me ao que faço sem medos, mas ser Mãe veio dar um novo sentido na minha vida.
Veio dar-me um propósito ainda maior.
Mais força, mais energia, mais foco, mais concentração naquilo que realmente me importa.

Hoje celebramos este dia lindo, mas que naturalmente o vivemos todos os dias.
Celebro eu, em conjunto com a minha mãe e mulheres da minha família.
Ser Mãe. Tão animal, quanto humano, tão visceral como delicado, tão cheio de pormenores como de leveza.
Único, pessoal e intransmissível.

Para a minha Mãe e todas as Mães do Mundo, o maior dos abraços, que afague aqueles momentos mais duros, com a certeza de que fazem parte do nosso papel, e que esses momentos não superem a felicidade que temos de os vermos a crescer, descobrir o Mundo, palmilhar tudo, evoluírem com a visão de que esta Terra que nos acolhe é tão bela e que eles são tão mais perfeitos e iluminados.

Feliz Dia da Mãe!

Beijinhos,

Ana Rita.

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