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O que tem Farah Al-Zahrani que mais nenhuma mulher tem?

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Mulheres que inspiram. São exemplos como o de Farah Al-Zahrani que procuro trazer para o ANA272. Para quem não conhece, Farah tem 21 anos e é a primeira mulher Saudita a competir na modalidade de Jiu-Jitsu Brasileiro.

Estuda Ciências Políticas e Relações Internacionais na Universidade da Jordânia e, desde cedo, que começou a praticar tae-kwon-do, natação, ginástica e, há cerca de um ano e meio, Jiu-Jitsu Brasileiro. Uma das suas amigas estava a fazer uma aula de kickfit num lugar onde também havia Jiu-Jitsu Brasileiro. Foi pela curiosidade que decidiu experimentar e o gosto pela modalidade foi crescendo.

Ficou em quarto lugar no Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu Brasileiro em Abu Dhabi e diz ter muito orgulho em representar o seu país, ainda mais pelo facto de tão poucas mulheres o fazerem na Arábia Saudita. Daí desejar ser uma motivação para as mulheres se expressarem através do desporto.

Mas o desejo de mudança de Al-Zahrani trouxe também críticas muito negativas quando as suas fotos a competir no Campeonato Mundial em Abu Dhabi apareceram online, afinal era a primeira Saudita a competir na modalidade e, por isso, foi acusada de ser uma pecadora. No Twitter e no Instagram existe uma página chamada ‘First Saudi’ onde são publicadas fotos das primeiras Sauditas a fazer alguma coisa. A foto de Al-Zahrani apareceu nesta página e recebeu comentários como – ‘ninguém lhe deseja bem’ ou ‘não tem pai. Onde está o pai?’ Nas fotos, não havia nada que mostrasse o corpo, coberto pelas roupas de Jiu-Jitsu, mas como não tinha nada a cobrir cabelo, foi acusada de ser uma pecadora.

É triste continuarmos a associar a prática de uma arte marcial ao facto de estar a criar uma mulher que não pode ser controlada, que não é dócil e obediente. O medo da mulher, que é muito feroz, muito selvagem e também fora dos limites do que consideramos adequado.

No entanto, não desiste do seu sonho. Continua a praticar Jiu-Jitsu porque gosta, por si mesma, porque a ajuda mental e fisicamente de uma forma tremenda. Normalmente não é uma pessoa muito paciente, mas depois de fazer Jiu-Jitsu Brasileiro tornou-se mais paciente.

Quer ser Campeã do Mundo de Jiu-Jitsu Brasileiro e quando receber o cinturão preto ou castanho quer abrir uma escola da Arábia Saudita para que as raparigas possam treinar artes marciais.

Até dia 24 de janeiro vai estar em Lisboa, mais precisamente no Pavilhão Multiusos de Odivelas, para participar no Campeonato Europeu de Jiu-Jitsu Brasileiro.

 

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